O grande resgate

Quando a proteção das leis humanas for retirada daqueles que honram a lei de Deus, haverá, em diferentes países, um movimento simultâneo com o objetivo de destruí-los. Ao aproximar-se o tempo indicado no decreto, o povo conspirará para eliminá-los em uma noite, e, dessa forma, silenciar a voz de discordância e reprovação.

O povo de Deus – alguns nas celas das prisões, outros escondidos nas florestas e montanhas – suplica a proteção divina. Homens armados, instigados por anjos maus, se preparam para a tarefa de morte. Nesse momento, na hora de maior dificuldade, Deus intervirá. "Vocês cantarão como em noite de festa sagrada; seus corações se regozijarão como quando se vai [...] ao monte do Senhor, à Rocha de Israel. O Senhor fará que os homens ouçam Sua voz majestosa" (Isaías 30:29, 30).

Multidões de homens maus estão prestes a atacar a presa, quando profundas trevas, mais intensas do que as trevas da noite, invadem a Terra. Então, o arco-íris atravessa os céus e parece cercar cada um dos grupos em oração. As multidões iradas se detêm. Esquecem-se do objeto de sua ira sanguinária. Contemplam o símbolo da aliança de Deus, desejando proteger-se de seu brilho.

O povo de Deus ouve uma voz, dizendo: "Olhe para cima!" Como Estêvão, o primeiro mártir cristão, essas pessoas erguem os olhos e veem Cristo em Seu trono (veja Atos 7:55, 56). Percebem claramente os sinais de Sua humilhação, e ouvem o pedido: "Quero que os que Me deste estejam comigo onde Eu estou" (João 17:24). Então, Jesus diz: "Eles vêm! Eles vêm! Santos, inocentes e incontaminados. Guardaram a palavra da Minha paciência."

À meia-noite, Deus manifesta o Seu poder para libertar Seu povo. O Sol aparece resplandecendo em sua força. Ocorrem sinais e maravilhas. Os perdidos contemplam a cena com terror, enquanto que os justos veem os sinais de seu livramento. Em meio aos céus agitados, existe um espaço claro, de glória indescritível, de onde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: "Está feito" (Apocalipse 16:17).

Essa voz abala os céus e a Terra. Há um grande terremoto, e "nunca havia ocorrido um terremoto tão forte como esse desde que o homem existe sobre a Terra" (Apocalipse 16:18). Perigosas rochas são espalhadas por toda parte. O mar agita-se em fúria. Ouve-se o som do furacão, semelhante à voz dos demônios. A superfície da Terra está sendo partida. Seus próprios fundamentos parecem ceder. Os portos marítimos que, pela sua iniquidade, se tornaram como Sodoma e Gomorra, são engolidos pelas águas enfurecidas. Grandes pedras de saraiva realizam sua tarefa destruidora. Orgulhosas cidades são destruídas. Luxuosos palácios, nos quais pessoas desperdiçaram suas riquezas com a glorificação própria, desmoronam-se diante de seus olhos. As paredes das prisões se fendem, e o povo de Deus é libertado.

As sepulturas são abertas e "multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno" (Daniel 12:2). "Até mesmo aqueles que O traspassaram" (Apocalipse 1:7), os que zombaram da agonia de Cristo, e os mais severos inimigos da verdade, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória e ver a honra concedida aos fiéis e obedientes.

Violentos relâmpagos envolvem a Terra num lençol de chamas. Em meio ao estrondo do trovão, vozes misteriosas e terríveis declaram o destino dos ímpios. Aqueles que haviam sido desafiadores e arrogantes, cruéis para com o povo de Deus, que guarda os mandamentos, agora estremecem de medo. Demônios tremem enquanto seres humanos suplicam misericórdia.

Disse o profeta Isaías: "Naquele dia os homens atirarão aos ratos e aos morcegos os ídolos de prata e os ídolos de ouro, que fizeram para adorar. Fugirão para as cavernas das rochas e para as brechas dos penhascos, por causa do terror que vem do Senhor e do esplendor da Sua majestade, quando Ele Se levantar para sacudir a Terra" (Isaías 2:20, 21).

Aqueles que tudo sacrificaram por Cristo, agora estão em segurança. Perante o mundo e em face da morte, demonstraram sua fidelidade Àquele que morreu por eles. O rosto deles, pouco antes tão pálido e descomposto, resplandece agora com admiração. A voz deles se ergue em cântico de triunfo: "Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Por isso não temeremos, ainda que a terra trema e os montes afundem no coração do mar, ainda que estrondem as suas águas turbulentas e os montes sejam sacudidos pela sua fúria" (Salmo 46:1-3).

Enquanto essas palavras de santa confiança se elevam a Deus, a glória da cidade celestial passa por suas portas entreabertas. Aparece então no céu a mão divina segurando duas tábuas de pedra. Aquela santa lei, proclamada no monte Sinai, agora é apresentada como a norma do juízo. As palavras são tão claras que podem ser lidas por todos. A memória é despertada. São eliminadas de todas as mentes as trevas da superstição e dos falsos ensinos.

É impossível descrever o horror e desespero daqueles que desprezaram a lei de Deus. Para conseguir a aprovação do mundo, rejeitaram Seus mandamentos e ensinaram outros a desobedecê-los. Agora são condenados por aquela lei que desprezaram. Percebem que não têm desculpas. Os inimigos da lei de Deus têm agora nova compreensão da verdade e do dever. Tarde demais, veem que o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Percebem que estiveram lutando contra Deus. Líderes religiosos conduziram pessoas a se perderem, embora pretendessem guiá-las às portas do paraíso. Quão grande é a responsabilidade daqueles que ocupam o ofício sagrado, quão terríveis são os resultados da infidelidade deles!

A voz de Deus é ouvida, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus. O povo de Deus fica a ouvir, tendo o rosto iluminado com Sua glória. Imediatamente surge no Leste uma pequena nuvem escura. É a nuvem que envolve o Salvador. Em solene silêncio, o povo de Deus a observa enquanto se aproxima, até ela se tornar uma grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor, e por cima, o arco-íris do concerto. Agora não mais como "Homem de dores" (Isaías 53:3), Jesus aparece como poderoso vencedor. Santos anjos, em vasta e incontável multidão, acompanham o Salvador, "milhares de milhares e milhões de milhões". Todos os olhos contemplam o Príncipe da vida. Uma coroa de glória está sobre a santa cabeça. Seu rosto emite um brilho deslumbrante, como o Sol do meio-dia. "Em Seu manto e em Sua coxa está escrito este título: Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Apocalipse 19:16).

O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo flamejante. A Terra treme diante dEle. "Nosso Deus vem! Certamente não ficará calado! À Sua frente vai um fogo devorador, e, ao Seu redor, uma violenta tempestade. Ele convoca os altos céus e a Terra, para o julgamento do Seu povo" (Salmo 50:3, 4).

"Então os reis da Terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos todos, escravos e livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas. Eles gritavam às montanhas e às rochas: 'Caiam sobre nós e escondam-nos da face dAquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Pois chegou o grande dia da ira dEles; e quem poderá suportar?'" (Apocalipse 6:15-17).

Cessou a zombaria, os lábios mentirosos estão em silêncio. Ouve-se apenas a voz de orações e o som de choro. Os ímpios suplicam para que sejam sepultados sob as rochas das montanhas, em vez de ver o rosto dAquele que desprezaram. Eles conhecem aquela voz que penetra no ouvido dos mortos. Quantas vezes aquele delicado som os chamou ao arrependimento! Quantas vezes foi ouvida nas súplicas tocantes de um amigo, um irmão, um Salvador! Aquela voz desperta lembranças de advertências desprezadas, de convites recusados.

Ali estão os que zombaram de Cristo em Sua humilhação. Ele declarou: "Chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu" (Mateus 26:64). Agora contemplam Jesus em Sua glória, e ainda devem vê-Lo assentado à direita do poderoso Deus. Ali está o orgulhoso Herodes, que zombou do título real de Cristo. Ali estão aqueles que, com mãos ímpias, colocaram sobre Sua cabeça a coroa de espinhos e na mão uma imitação de cetro. Aqueles que se prostraram diante dEle em zombaria blasfema, que cuspiram no Príncipe da vida, tentam fugir de Sua presença. Aqueles que pregaram Suas mãos e pés contemplam esses sinais com terror e remorso.

Com terrível precisão, sacerdotes e príncipes recordam-se dos acontecimentos do Calvário, quando, balançando a cabeça em satânica alegria, exclamaram: "Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a Si mesmo!" (Mateus 27:42). Mais alto que o grito "Crucifica-O! Crucifica-O!", que ecoou por Jerusalém, eleva-se o choro desesperado: "Ele é o Filho de Deus!" Eles procuram fugir da presença do Rei dos reis.

Na vida de todos os que rejeitam a verdade, há momentos em que a consciência é despertada, em que a mente é oprimida por inúteis decepções. Mas o que é isso ao ser comparado com o remorso daquele dia? No meio do terror que atinge essas pessoas, é ouvida a voz dos salvos, exclamando: "Este é o nosso Deus; nós confiamos nEle, e Ele nos salvou" (Isaías 25:9).

A voz do Filho de Deus chama os salvos que dormem. Por toda a Terra os mortos ouvirão aquela voz, e os que a ouvirem viverão – um grande exército de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte eles vêm, vestidos de glória imortal, clamando: "Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?" (1 Coríntios 15:55).

Todos saem do túmulo com a mesma altura que tinham quando lá entraram. Todos, porém, surgem com a saúde e vigor da eterna juventude. Cristo veio para restaurar aquilo que havia sido perdido. Ele mudará nosso corpo corrompido e o transformará conforme Seu corpo glorioso. A forma mortal e corruptível, antes contaminada pelo pecado, torna-se perfeita, bela e imortal. Defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Os salvos "sairão e saltarão" (Malaquias 4:2), crescendo até a estatura completa da raça humana em sua glória original, sendo removidos os últimos resquícios da maldição do pecado. Os fiéis de Cristo refletirão no espírito, alma e corpo a imagem perfeita de seu Senhor.

Os justos vivos são transformados "num momento, num abrir e fechar de olhos" (1 Coríntios 15:52). Diante da voz de Deus, tornam-se imortais, e com os salvos ressuscitados sobem para encontrar seu Senhor nos ares. Os anjos "reunirão os Seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus" (Mateus 24:31). Criancinhas são levadas aos braços de sua mãe. Amigos há muito tempo separados pela morte reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria sobem juntos para a cidade de Deus.

Na multidão incontável dos resgatados, os olhares de todos fixam-se em Jesus. Todos os olhos contemplam a Sua glória. Na cabeça dos vencedores, Jesus coloca a coroa de glória. Para cada um há uma coroa que traz o seu próprio "novo nome" (Apocalipse 2:17) e a inscrição "Santidade ao Senhor". Em cada mão são colocadas a palma do vencedor e a harpa resplandecente. Então, quando os anjos dirigentes começam a tocar, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas, produzindo suave música em ricos e melodiosos tons. Todas as vozes se erguem em grato louvor Àquele que "nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do Seu sangue, nos constituiu reino e sacerdotes para servir a Seu Deus e Pai. A Ele sejam glória e poder para todo o sempre!" (Apocalipse 1:5, 6).

Diante da multidão de resgatados está a cidade santa. Jesus abre as portas, e as nações que seguiram a verdade entram por ela. Então é ouvida a Sua voz: "Venham, benditos de Meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo" (Mateus 25:34). Cristo apresenta ao Pai o que foi adquirido através de Seu sangue, declarando: "Aqui estou Eu com os filhos que Deus Me deu" (Hebreus 2:13); "Eu os protegi e os guardei no nome que Me deste" (João 17:12). Quão emocionante será aquela hora em que o infinito Pai, olhando para os salvos, contemplará Sua imagem, banida a discórdia do pecado, removida a sua maldição, e o humano novamente em harmonia com o divino!

A alegria do Salvador consiste em ver, no reino da glória, as pessoas que foram salvas por Sua agonia e humilhação. Os salvos participarão de Sua alegria; contemplam aqueles que foram ganhos por meio de suas orações, esforços e amorável sacrifício. Contentamento lhes encherá o coração ao verem que um ganhou a outros, e estes ainda outros.

Quando os resgatados são recebidos na cidade de Deus, um exultante brado ecoa pelo ar. Adão e Jesus, o "segundo Adão" (veja 1 Coríntios 15:45, 47), estão prestes a se encontrar. O Filho de Deus recebe o pai de nossa raça – o ser que Ele criou, que pecou, e por cujos pecados os sinais da crucifixão aparecem no corpo do Salvador. Quando Adão percebe os sinais dos pregos, lança-se em humilhação aos pés de Jesus. Mas o Salvador o levanta, convidando-o a contemplar de novo o paraíso do qual fora separado havia tanto tempo.

A vida de Adão havia sido cheia de tristeza. Cada folha que murchava, cada vítima do sacrifício, cada mancha na pureza do ser humano era uma lembrança de seu pecado. Foi terrível a agonia do remorso ao enfrentar a vergonha que ele trouxe a si mesmo por causa do pecado. Ele se arrependeu sinceramente de seu pecado e morreu esperando a ressurreição. Agora, através da cruz, Adão é reintegrado ao Éden.

Dominado pela alegria, contempla as árvores que já foram o seu prazer, cujos frutos ele próprio colhera nos dias em que vivia sem pecado. Vê as videiras que sua própria mão tratou, as flores de que cuidou com tanto prazer. Isso é, realmente, o Éden restaurado!

O Salvador o leva à árvore da vida e pede-lhe que coma. Adão contempla uma multidão de sua família resgatada. Lança então sua coroa aos pés de Jesus e abraça o Salvador. Dedilha a harpa, e através do Céu ecoa o cântico de triunfo: "Digno é o Cordeiro, que foi morto" (Apocalipse 5:12). A família de Adão lança suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração. Anjos choraram quando Adão pecou e se alegraram quando Jesus abriu a sepultura de todos os que creram em Seu nome. Contemplam agora a salvação e unem a voz em louvor.

Sobre o "mar de vidro misturado com fogo", está reunida a multidão dos "que tinham vencido a besta, a sua imagem e o número do seu nome". Aqueles que foram redimidos entre os seres humanos estão cantando o "cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro" (Apocalipse 15:2, 3). Apenas eles podem aprender aquele cântico, pois é o cântico de sua experiência – e jamais alguém teve experiência semelhante. Eles "seguem o Cordeiro por onde quer que Ele vá" (Apocalipse 14:4).

Esses, tendo sido levados ao Céu dentre os vivos, são "primícias a Deus e ao Cordeiro" (Apocalipse 14:4). Passaram pelo "tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações" (Daniel 12:1) e suportaram a aflição do tempo de angústia de Jacó. Eles "lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14). "Mentira nenhuma foi encontrada em suas bocas; são imaculados" diante de Deus (Apocalipse 14:5). "Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Não os afligirá o sol, nem qualquer calor abrasador, pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; Ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima" (Apocalipse 7:16, 17).

Em todos os tempos, os escolhidos do Salvador andaram por caminhos estreitos. Foram purificados na fornalha da aflição. Por amor a Jesus, suportaram ódio, calúnia, negação própria e amargo desapontamento. Compreenderam quão maligno é o pecado, seu poder, sua culpa, suas desgraças; olham para ele com aversão. Ao perceberem o sacrifício infinito feito para resgatá-los, tornaram-se humildes e com o coração repleto de gratidão. Amam muito, porque foram muito perdoados (veja Lucas 7:47). Participaram dos sofrimentos de Cristo e estão habilitados a participar de Sua glória.

Os herdeiros do reino de Deus vieram dos casebres, dos calabouços, das montanhas, dos desertos, das cavernas. Eles eram "necessitados, aflitos e maltratados" (Hebreus 11:37). Milhões desceram ao túmulo carregados de infâmia, porque recusaram entregar-se a Satanás. Mas agora não são mais aflitos, dispersos e oprimidos. Acham-se com vestes mais belas do que já usaram os maiores nobres da Terra, e coroados com diademas mais gloriosos do que os que já foram colocados nos monarcas terrestres. O Rei da glória enxugou todas as lágrimas. Entoam um cântico de louvor, claro, doce e harmonioso. A harmonia espalha-se através do Céu: "A salvação pertence ao nosso Deus, que Se assenta no trono, e ao Cordeiro." E todos respondem: "Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre" (Apocalipse 7:10, 12).

Nesta vida, podemos apenas começar a compreender o maravilhoso tema da salvação. Com nossa mente finita, podemos entender de forma muito superficial a vergonha e a glória, a vida e a morte, a justiça e a misericórdia que se encontram na cruz. Porém, mesmo com o máximo esforço de nossa capacidade mental, deixamos de assimilar seu completo significado. O comprimento e a largura, a profundidade e a altura do amor que salva são apenas vagamente compreendidos. O plano da salvação não será completamente entendido, mesmo quando os resgatados virem como são vistos e conhecerem como são conhecidos. Mas através das eras eternas, novas verdades serão continuamente apresentadas à mente cheia de admiração e encanto. Ainda que as tristezas, dores e tentações da Terra tenham terminado, e removidas suas causas, o povo de Deus sempre terá um conhecimento claro e inteligente do que a sua salvação custou.

A cruz será o cântico dos salvos por toda a eternidade. Em Cristo glorificado, eles contemplarão Cristo crucificado. Jamais será esquecido que a Majestade do Céu Se humilhou para levantar o ser humano decaído, que Ele suportou a culpa e a vergonha do pecado e a ocultação da face de Seu Pai, e também que as aflições de um mundo perdido Lhe quebrantaram o coração e Lhe aniquilaram a vida. O Criador de todos os mundos deixou de lado Sua glória por amor ao ser humano – e isso despertará eternamente a admiração do Universo. Quando a multidão dos salvos olha para o seu Redentor e todos entendem que Seu reino não terá fim, irrompem no cântico: "Digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e nos resgatou para Deus com Seu precioso sangue!"

O mistério da cruz explica todos os outros mistérios. Será visto que Aquele que é infinito em sabedoria não poderia elaborar outro plano para nos salvar, a não ser o sacrifício de Seu Filho. O resultado desse sacrifício é a alegria de povoar a Terra com seres resgatados, santos, felizes e imortais. O valor de cada pessoa é tão grande que o Pai está satisfeito com o preço pago. E o próprio Cristo, contemplando os frutos de Seu grande sacrifício, fica igualmente satisfeito.

A Grande Esperança
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